Conheça mais - Gabriel A Pessoa

Admiração é o que me resume quando me deparo com grandes histórias dentro da nossa mãe Grande Rio, e a trajetória do querido Gabriel A Pessoa não deixa nada a desejar. O ritmista tem toda a sua vida entrelaçada com a Agremiação, gerando até um tipo de decepção quando, por algum motivo, não havia ensaio de rua, que ele acompanhava do alto de sua casa desde os seus quatro anos de idade. Hoje, esse grande homem que carrega o “A Pessoa” em seu sobrenome –Gabriel Assunção Pessoa- me deu a honra dessa entrevista que o coroa, com toda a certa, como um grande personagem e amante tricolor.

 

Sua trajetória dentro da nossa escola começa em sua infância, que se mistura muito com a da Vermelho, Verde e Branco de Caxias. E, em relato, me confiou a sua primeira recordação tricolor, que foi formada em 1991, quando tinha apenas 4 anos de idade. Jovem, sim? Esse fato se dá por sua moradia –privilegiada, por sinal!- aonde se concentra o ensaio de rua da Grande Rio até hoje. “Virou um ritual, todo domingo eu estava ali, acompanhando a escola.”, procissão que não era oriunda de sua família, já que não tem nenhum sambista.

 

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Ao decorrer dos anos, a criança foi crescendo até virar um jovem, e foi no meio dessa transição, mais precisamente em dezembro de 1998, que surgiu um convite de uma senhora amiga da família e componente da escola para sair em sua ala no ano de 1999. A senhora hoje é a nossa amadíssima baiana Caçula, a quem ele é grato. Pois bem, para quem não sabe, o jovem de 32 anos é capricorniano, comemora o seu dia perto do Natal, e aproveitou as datas para repetir a seguinte frase a quem o questionava sobre presente: “peço uma contribuição para comprar a minha fantasia!”. Assim, conseguiu o valor total para se tornar, pela primeira vez, um brincante na avenida.

 

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Surpreendentemente, quando chegou a grande madrugada do dia 15 de Fevereiro de 1999, a sua emoção era tamanha, uma adrenalina tão grande, que o estreante entrou em um tipo de transe, onde declara: “Só me lembro da concentração e dispersão;  não desmaiei, desfilei normal, mas era muita emoção!”. Fato que apagou a sua passagem da memória, mas o destino tratou recompensa-lo ao longo dos anos!

 

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A procissão de desfilar na ala “Amigos da Grande Rio!” continuou grandiosamente até 2001, quando é interrompida por um grande querer seu, ter uma função maior na agremiação.  Pedido que foi atendido no meiado do mesmo ano, quando  resolveu inscrever-se na escolinha de bateria, tudo ministrado pelo mestre Odilon, mestre de bateria que Gabriel continua alimentando a sua admiração: “Ele (Odilon) não formava ritmistas, formava sambistas, verdadeiras pessoas!”. Gratidão e aprendizado que o levou para “Os Papagaios Amarelos Nas Terras Encantadas Do Maranhão”, sendo o sua primeira participação dentro da bateria, carreira que está prestes a somar 16 carnavais na função, acumulando diversas histórias e emoções ao longo dos tempos.

 

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Uma dessas grande histórias que ele conta, talvez a mais emblemática, nos remete a sua passagem na marquês em 1999, o estado de espírito que o encobriu, lembra ? Então, esse fato se repetiu –de forma consciente- no grandioso desfile de 2010, "Das Arquibancadas ao Camarote Nº 1 um ‘Grande Rio’ de Emoção na Apoteose do seu Coração". Desfile primário que ele recorda quando é questionado sobre seus carnavais tricolores, “Um grande sonho meu era ver a escola desfilar sendo ovacionada, e foi isso que aconteceu durante e no termino, todo mundo veio bem animados falando. Também teve a vibração dos Garis ao ver as fantasias, sentiram-se homenageados!”, e ainda completa, “Esse ano foi marcante, mas não tenho um ano especial, todos são importantes para mim!”.

 

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Antes de terminar o nosso bate-papo, ainda conversamos sobre o carnaval que está batendo na porta, “Ivete do rio ao Rio”, “A gente sente a energia, não é mesmo? Não espero nada a menos que um mega espetáculo. Ainda mais pela dedicação de todos os segmentos, o empenho. A volta do Dudu (Azevedo, diretor de carnaval) também veio para estreitar as relações entre todos, unificando a escola! Sabemos que o título se ganha na avenida, mas a Grande Rio está caminhando de forma surpreendente, na quadra e barracão!”, falar com um suspira da criança de 4 anos que ficava assistindo o ensaio na sacada de casa.

 

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Além de todo o maravilhoso depoimento que ele deu, uma frase me chamou a atenção e que, para mim,  o transformou no “A Pessoa Tricolor”, e foi a seguinte:  “Antes de ser ritmista, eu sou a escola!”

Preciso dizer mais alguma coisa?

Sim! Obrigado e parabéns, meu querido amigo!

 

Samba enredo 2018 GRANDE RIO