Entrevistas

Gisele entrevista ... THIAGO DIOGO

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Salve, Salve Caxiassssss

 

Meu entrevistado dessa semana é nosso querido Mestre de Bateria Thiago Diogo!! :DD

 

 

Foi muito bacana para mim, conhecer um pouco mais da história desse grande músico, toda sua trajetória no mundo do Carnaval, a rotina de ensaio e eventos da INVOCADA, a importância da Rainha de Bateria principalmente no dia do desfile e claro, saber um pouco mais da relação do nosso Mestre com nossa Grande homenageada Ivete Sangalo! Tenho certeza que vocês vão curtir tanto quanto eu! Como diz nosso Mestre, #PegaEsseLance!! hahaha

 

GC: Ninguém começa Mestre de Bateria né Thiago? rs Como foi sua trajetória até chegar ao patamar que ocupa hoje?

TD: A minha trajetória foi o seguinte. A minha avó era baiana do Salgueiro e como minha mãe trabalhava, era minha avó que tomava conta de mim e eu a acompanhava nos ensaios dela. Rapidamente comecei a participar da Escola Mirim que na época chamava-se Alegria da Passarela e tinham crianças que hoje tornaram-se Lucinha Nobre, Leonardo Bessa, que atualmente canta no Salgueiro. Comecei com 14 anos na Bateria da Acadêmicos do Salgueiro e com 16 anos eu já era Diretor de Tamborim. Lá tive o privilégio de conhecer e aprender com Mestre Louro, que hoje, mesmo já falecido ainda é o Mestre mais premiado do Carnaval. O acompanhei durante 2 anos na Caprichosos de Pilares como Mestre de Bateria Auxiliar e depois mais 2 anos na Porto da Pedra, quando ele veio a falecer. Sem eu saber, Mestre Louro me indicou para substituí-lo como Mestre de Bateria. E na Porta da Pedra, fiquei por mais 6 anos como Mestre.

 

GC: E sua relação com a Grande Rio? Quando chega na nossa Escola?

TD: Quando eu saí da Porto da Pedra, fui para União da Ilha, onde fiquei por 1 ano até receber o convite da Grande Rio em 2014. Estou indo portanto para o meu terceiro Carnaval na Grande Rio. E por mim, eu vou ficar aqui até quando a Escola quiser. Independente de proposta, hoje eu estou em casa. Eu me mudei para Caxias. Eu moro em Caxias. Eu ganhei um título de Cidadão Caxiense da Câmara dos Vereadores por serviço prestado. Aqui na Grande Rio, eu ganhei 4 pais que são nossos 4 presidentes. E eles estão sempre nos ensinando alguma coisa. É impressionante! Hoje em dia não é mais só uma questão financeira. Eu gosto daqui. Conseguimos implementar um trabalho que tem qualidade e essa busca do título confere ainda mais  responsabilidade. 

 

Foto: Divulgação Jornal O Dia.

 

GC: Você começou tocando qual instrumento?

TDMeu primeiro instrumento foi um tamborim. Depois eu me interessei ainda mais e hoje, eu toco todos os instrumentos de percussão. Eu não posso ser um Mestre de Bateria sem saber tocar os instrumentos. Como eu vou falar que alguém está errado se eu não sei fazer? Pra entender que a bateria pode fazer uma determinada bossa, eu mesmo faço primeiro, tocando. Aí eu consigo passar o que cada um vai fazer. Acho que isso me ajuda a me tornar mais respeitado entre os ritmistas também. 

  

GC: Algo que eu tive sempre muita curiosidade, é como se dá o processo de entrosamento da bateria com a melodia do samba enredo?

TD: As paradinhas ou também chamadas bossas são feitas de compassos. Então elas se encaixam perfeitamente em alguma parte do samba. Outras paradinhas, espero escolher o samba enredo para criar, pois a própria melodia do samba pode dar paradinha e eu crio muita coisa em cima disso. Como eu estudei música, piano, eu leio partitura. Então tenho uma formação toda musical e isso me ajuda a sempre tentar fazer uma leitura de audição de fácil entendimento para o jurado. Além disso, o funcionamento da bateria precisa auxiliar em um bom canto e evolução da Escola.

Cada ano eu crio um conceito de trabalho da bateria. Esse ano vamos apostar na musicalização da bateria com a letra do samba enredo. Então, por exemplo, na parte que fala: "Forroziei, pulei fogueira, viva são joão!", a bateria toca um forró... 

 

GC: De onde vem a influência para as criações das Bossas?

TD: Eu escuto todo tipo de música que voce pode imaginar. Ouço muito Djavan, sertanejo. Tudo me influencia. Por exemplo, teve um desfile na Porta da Pedra que o hit do momento era Bad Romance da Lady Gaga e a gente inventou uma paradinha em cima disso. No tempo do Salgueiro já fizemos uma paradinha com a trilha do Jornal Nacional. São ideias que vão vindo. Às vezes estou dirigindo e vem algum som na minha cabeça. Eu pego meu celular e gravo um solfejo (cantar um som) pra depois não perder ou esquecer. E as vezes, vou te dizer que só eu entendo o que gravei (risos). Esse processo de criação é muito interessante, às vezes até peço um minuto pra minha noiva porque estou criando algo na minha cabeça e ela me contando alguma coisa (risos). 

 

GC: Como se dá o trabalho do Mestre de Bateria? Quais são seus maiores desafios na função que exerce?

TD: O que muita gente talvez não imagine é que o Mestre de Bateria é um grande Gestor de Pessoas. Eu sou o elo de ligação deles com a Direção de Carnaval. Então tenho que ver o terno deles, a camisa da equipe de Apoio, bebida, transporte para levá-los aos eventos, ou seja, cuido de toda necessidade para que cada um consiga desempenhar sua função. 

A bateria é o lugar mais democrático do mundo. É o lugar onde você tem o rico tocando do lado do pobre, o homem do lado da mulher, do lado do homossexual. Temos ritmistas que esperam a janta que é servida após o ensaio, não porque quer ficar mais tempo com a galera, mas porque precisa daquela refeição. Muitos não têm o dinheiro da passagem para ir embora. Então o Mestre de Bateria termina sendo um pai. Eles dividem os mais diversos problemas comigo e qualquer necessidade que venham a ter. Eu tenho 4 afilhados por causa desse trabalho como Mestre de Bateria.  É conselho pra família, é conselho para molecada. Eu tenho ritmista de 14 a 80 anos.. (risos).

Mas o Mestre de Bateria é também como juiz de futebol (risos). Sempre vão xingar a mãe dele (risos). Porque até chegar aos 280 ritmistas oficiais da Invocada, vão tendo peneiras. Muitas vezes é o sonho do cara, mas nós temos que chegar a 280. E O Mestre que fica com essa árdua função de às vezes dizer "não".

 

invocada.jpegFoto: Gisele Curvello (2017).

 

GC: E quantas pessoas você gerencia hoje na INVOCADA?

TD: São 280 ritmistas, 20 Diretores e 30 pessoas no apoio. O pessoal do apoio carrega água, carrega baqueta. Nos apoia mesmo. A esposa de todos os os diretores desfilam e nosso Diretor de Carnaval Dudu Azevedo foi muito sensível em entender isso. Eu acho isso importante porque chega uma época que a gente passa mais tempo com a galera da Escola do que em casa. Isso é um fato. Então acho que nada mais justo que eles terem a oportunidade de mostrarem a suas esposas o trabalho deles. Eu sei que é difícil, que traz toda uma complexidade para o Diretor de Carnaval, mas eu sempre gostei disso. Acho que é uma junção de energias bem legal. Porque a pessoa sabe que sua companheira está ali perto. Acaba ajudando em alguma coisa. Alguém pode passar mal, pode precisar de um ajuste em um chapéu. E com elas, sabemos que sempre tem alguém para ajudar. O time fica grande? Fica. Tanto que quando você o vídeo da bateria, a bateria está sempre gigantesca., mas todo mundo tem uma função ali pra poder ajudar e a caminhada dar certo.

 

GC: Como se dá a organização desses Diretores na Bateria e como funciona o trabalho em conjunto com você?

TD: Cada naipe (instrumento) tem um Diretor. Então por exemplo, a Paula, é a Diretora de Chocalho. O chocalho é um naipe considerado pequeno porque temos 24 pessoas. O Fabinho é o Diretor de Tamborim, também considerado um naipe pequeno. Temos 36 pessoas. Na cuíca temos o Janderson e o Dema que deve ter mais de 20 anos de Grande Rio. Já Marcação por exemplo precisa-se de mais de um Diretor. Caixas, a mesma coisa. São 120 pessoas. Então não tem como colocar 2 diretores para liderar 120 pessoas. E assim por diante. Quanto a organização quando a bateria está toda armada são 28 filas de 10 pessoas. Dentro dessas 28 tem uma cruz onde todo mundo tem uma visão de como os Diretores estão comandando a bateria, passagem de sinais, etc.

Para o nosso trabalho, o apito nos auxilia bastante. Existem baterias que não utilizam apito, nós utilizamos. Então os silvos do apito são alertas. Qualquer emissão de som do apito, os Diretores olham para trás, já que ficam de costas para mim e aí eu transmito sinal, etc. 

 

GC: Se hoje uma pessoa que ingressar na INVOCADA? Como essa pessoa deve fazer?

TD: O cadastro dos ritmistas não é renovado automaticamente. Os ensaios começam sempre em Maio, conforme vão se destacando, o Diretor de cada naipe, leva o ritmista para fazer o cadastro. A partir daquele momento, o Diretor é responsável por aquele determinado ritmista que ele cadastrou. Qualquer desvio, falta, etc, o Diretor que é cobrado, não o ritmista. Quem coloca são sempre os Diretores. Eles colocam e eu tiro (risos). Porque já são muitos anos de Avenida. Eu sei com o que preciso me estressar e o que não preciso mais.

Mas antes de cortar alguém, eu ligo, pergunto o que está acontecendo. Se podemos ajudar de alguma forma. Não poucas vezes eu paguei a conta de luz de alguém...

O giro da bateria chega a ter 450 pessoas para definirmos 280 pessoas. Não definimos uma data específica para escolha dos ritmistas. Temos no total entre 9 e 10 meses de ensaio, conforme eles vão se destacando, vamos selecionando. Tem gente que continua ensaiando com a bateria mesmo depois de fechada. Depois que definimos os 280 ritmistas. Eu gosto disso. E muitas vezes é importante. Esse ano mesmo, 2 ritmistas não poderão mais desfilar. Então temos uma fila de espera. De gente que está qualificada e que pode vir tocar. 

Para 2017, temos uma novidade! Que vou dar a notícia em primeira mão!  Em Maio e Junho desse ano, nós iremos fazer inscrições para o Projeto Escolinha da Invocada. O grande foco desse projeto é formar pessoas, oxigenar a bateria, poder trazer caras novas e principalmente trazer pessoas de Caxias para tocar com a gente, que não seja tão difícil o deslocamento... Nossa bateria tem muita gente de fora de Caxias, mas Caxias é uma cidade! A Grande Rio, uma nação! Queremos aumentar a quantidade de caxienses na Invocada. Em frente à Quadra, temos duas comunidades. Então é mais uma forma de contribuirmos socialmente também. 

As inscrições serão gratuitas e só vamos aceitar inscrições de quem é de Caxias e quem tem a faixa etária que possa ser aproveitado na Invocada, caso se destaque dentro da Escolinha. Não é garantido que quem se inscreveu vá fazer parte da Invocada, mas aqueles que se destacarem no Projeto, com certeza terão sua oportunidade. Eu já fiz esse Projeto na Porto da Pedra e deu super certo. 

GC: E qual a faixa etária que pode tocar na Invocada?

TD: A partir de 14 anos. Abaixo de 14 anos temos a Pimpolhos.  

 

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  Foto: Arquivo Acadêmicos do Grande Rio.

 

GC: E o nome INVOCADA? De onde vem? Você pensou em mudar o nome da Bateria?

TD: Quem deu esse nome para Invocada foi o Luís Roberto, comentarista da Rede Globo que fazia a transmissão dos Desfiles. Em uma ocasião ele disse: "Pô, ouvindo essa bateria da Grande Rio...uma bateria INVOCADA. " (risos). E aí ficou. Eu ainda não era daqui, mas quando eu cheguei, me foi perguntando isso, se eu ia mudaria o nome da bateria. Eu não mudaria, pois cria-se uma identidade visual que o próprio ritmista se orgulha daquela ideia. Essa ideia acaba virando produto, camiseta, boné, o que também é bem legal! Eu não tinha porque mudar.

 

GC: Eu particularmente acho que o nome Invocada combina com você. rs Por esse jeitão grandão, de aparência forte. Você é um cara brabo, Thiago Diogo? rs

TD: Você sabe que por mais brabo que eu seja, eu acho que sou um dos que tem o coração mais mole ali (risos). Emerson (Dias, nosso intérprete) mesmo às vezes me vem me pedir a opinião de alguma coisa e diz: "Vou te perguntar porque sei que você é um cara justo." É aquilo, tem hora que se eu não der dois berros ali na bateria, vira bagunça. 

O cara que é cortado sempre vai achar que eu sou injusto, mas assim, a gente sai de casa para trabalhar. Pro ritmista muitas vezes se configura como uma válvula de escape, um divertimento, pra gente na Gestão, é trabalho. No Carnaval de 2016, por exemplo, de 12 baterias só 3 tiveram a nota máxima de 40 ponto: Grande Rio, Salgueiro e Imperatriz. Isso requer uma preparação, um cuidado maior, um rigor maior também e assim às vezes, eu fico com fama de brabo. rs

Se Deus quiser, Papai do Céu nos abençoar, a gente vai ser campeão esse ano e as pressões da gente mesmo tendem a diminuir. 

Agora, o que me tira do sério é bagunça. Acho que tudo demais não é bem vindo. Tudo tem sua hora. Água demais, por exemplo, mata a planta. As coisas precisam ser dosadas. 

 

GC: Tem muita gente que acha que Carnaval só acontece em Fevereiro/Março né Thiago? Como se dá a rotina de preparação da Invocada ao longo do ano para o Carnaval?

TD: De Maio até Julho temos ensaios 1 vez por semana, todas as terças. Geralmente em agosto começam as eliminatórias para escolha do samba enredo e aí já passamos para 2 ensaios na semana. Em setembro, outubro, quando é escolhido o samba enredo, já começam a ser 3 ensaios por semana: geralmente o ensaio da comunidade, o ensaio comercial e o ensaio só da bateria. A partir de dezembro já vamos para 4 ensaios por semana porque começam os ensaios de rua também. Fora isso pedimos ensaios extras, principalmente quando temos que passar algo importante. Mas a galera vem numa boa. 

 

GC: Vejo a bateria da Grande Rio ter muitos eventos, participação em programas. Acredito que esse ano ainda mais devido à Ivete. Música Boa ao Vivo, Programa da Xuxa, Casa do TVZ, Evento em Búzios... Como você encara esse lado mais midiático? E como organizam a bateria? 

TD: Encaro como meu trabalho. Quando eu saio de casa para tocar, eu saio para trabalhar. Temos que fazer o nosso melhor em cada apresentação. Todas precisam ser em um nível legal. A gente carrega o nome da escola! Eu sei que tem uma cidade nos assistindo, então precisamos sempre dar nosso melhor. Já fazíamos muito evento em anos anteriores. A Grande Rio já carrega um nome forte. Agora claro, que pelo fato da Ivete ter mergulhado de cabeça nesse projeto, fizemos ainda mais participações.

O que é muito bacana nesses programas, é que o meu casamento com Emerson é muito legal. A gente cuida muito um do outro. A gente se entende no olhar. Então temos um entrosamento muito bom. Essa empatia rola e a gente já inventa a bagunça que vai fazer em cada lugar que vamos nos apresentar. Eu o conheci ainda no Salgueiro e lá se vão muitos anos de amizade.

Para esses eventos, não levamos toda bateria. Temos um grupo de show que tem em torno de 40 pessoas. E essas pessoas são definidos muito de acordo com a disponibilidade. Aquele que não trabalha principalmente. Porque nos apresentamos horários diversos, a gente precisa viajar.

Mas não é só em programa de TV que tocamos não. A gente toca em qualquer lugar. Desde o Hotel 5 estrelas até o calçadão de uma cidade distante. 

 

GC: Qual a importância da Rainha de Bateria para o Desfile?

TD: A Rainha tem uma função muito importante. Porque no momento que estamos defendendo a nota na frente dos jurados, ela está nos apresentado. Está saudando o juri também. Quando a gente está parado e abre-se um espaço técnico, ela preenche aquele espaço com sua leveza dela, graciosidade, samba no pé.  A Rainha faz parte da Bateria. Nós precisamos das Rainhas.

 

GC:  E como se dá especificamente a relação do Mestre Thiago Diogo e da bateria com a atual Rainha da INVOCADA, a lindíssima atriz Paloma Bernardi?

TD: Já vamos para o nosso segundo Carnaval com a Paloma. O que eu posso dizer é que ela é um ser humano diferenciado. Ela é sempre doce. Está sempre presente dentro da sua agenda super atribulada. Para você ter uma ideia, às vezes a gente inventa de fazer umas loucuras, tipo um ensaio em um lugar estranho, em um horário esquisito e ela está lá. Marcando presença firme e forte! A gente se fala por Whatssap. Estou sempre falando alguma novidade pra ela. Passando as informações importantes como alguma coisa ou momento que a gente precise que ela preste atenção. Enfim, ela está sempre com a gente. São poucas pessoas que são como ela. Ela tranmite isso pra gente. Uma paz...

 

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 Foto: Roberto Filho (2017).

 

GC: Os dias que antecedem o carnaval. Como são? E como vai ser sua preparação para o dia dos desfile?

 

TD: Vou ficando mais meio bicho do mato, vou falando pouco e anoto tudo para não esquecer nada e vou só conferindo o que falta. Ao mesmo tempo, eu sou um folião. Então eu vou para o Desfile do Grupo de Acesso, apresento as baterias que os Mestres me convidam. Mas no dia mesmo do desfile da Escola, eu acordo sempre o mesmo horário, como sempre a mesma coisa, faço as mesmas coisas. São 10 anos assim. No café da manhã já estou comendo massa, purê de batata porque próximo ao desfile não como mais nada. Eu vou falando muito pouco ao longo do dia e cada vez menos conforme o horário se aproxima. Pouca são as pessoas que eu atendo. Só eu arrumo a minha roupa e depois que eu troco de roupa eu não falo com mais ninguém, eu não abraço mais ninguém. Porque eu preciso estar focado. Eu passei o ano inteiro esperando por aqueles 75 minutos. Eu tenho a confiança do Dudu (Azevedo, nosso Diretor de Carnaval) e do Emerson pra ser o cara que dá o "start". Então eu tenho muita responsabilidade. E quanto mais focado eu fico, mais difícil será de eu comentar algum erro. 

Eu sei as coisas acontecem segundo a vontade de Deus, mas eu sei também que boa sorte é pra quem não se prepara. Eu só peço três coisas para os meus diretores: estejam atentos, se divertiram e independentemente de qualquer coisa, fiquem tranquilos. Porque para resolver qualquer problema, a gente não pode estar estressado. Se estiver tranquilo, porém atento, você pode se divertir. Na verdade a gente só está saindo da Quadra e fazendo um trabalho com a Sapucaí cheia.

 

GC: A expectativa aumentou depois do ensaio técnico?

 

TD:  Eu nunca tinha participado de nada com aquela proporção. Eu acordo todo dia e envio a mesma mensagem para os meus Diretores: "Bom dia senhores diretores, hoje é dia de matar mais um leão. Se a gente não matar o leão de hoje, amanhã nós temos mais dois pra matar." Nós nos preparamos? Sim! Mas tem mais 11 escolas que a gente respeita e que também estão se preparando. Mas eu vejo uma comunidade que está guerreira. Eu vejo a escola muito madura para o campeonato. As pessoas entendem a responsabilidade de cada uma delas. Da gente levar esse título pra Caxias! Eu acho que está na hora! Pela trajetória que a Grande Rio tem, acho que esse ano estamos muito bem preparados e se Papai do Céu abençoar a gente vai levar esse titulo pra Caxias!

 

GC: Eu não posso deixar de perguntar sobre os seus jargões. rs De onde vieram?

 

TD:  Eu comecei a usar meio que sem querer o "Pega Esse Lance" (risos). Ao invés de falar "Se liga aí" , eu comecei a falar Pega Esse Lance. E aí, pegou! (risos). Depois vieram os outros como: "Tá bom de açúcar?" e "Segura essa fofoca" . Até Ivete falou no ensaio técnico: "Mestre, pega essa fofoca (gargalhada)." O negócio deu tão certo, que eu sou um Micro Empreendedor Individual e eu estou correndo atrás de registrar a minha empresa com esse nome. Além disso eu e o Emerson, temos um Projeto musical que já temos até algumas coisas gravadas e já cogitamos dar esse nome ao projeto também.

 

 

GC: Você tocou no nome da Ivete Sangalo e minha última pergunta é sobre ela. Vejo muitas fotos de vocês dois juntos e percebo o carinho enorme que ela tem tratado todos vocês. O que significa essa relação para você?

TDNão existe hoje um adjetivo capaz de ilustrar o que é Ivete Sangalo. A energia que ela tem, o coração. Ela fez uma coisa por mim que nunca mais em vou esquecer na minha vida. Brevemente vocês vão saber dessa "fofoca"(risos). Eu fui fazer um pedido pra ela e prontamente ela me atendeu e eu sei que foi algo difícil, mas mesmo assim, ela me atendeu e eu nunca vou poder esquecer o que ela fez por mim na minha vida.

O carinho que ela tem com a gente, com a Escola. Ela está levando o samba para praças diferentes, locais que a gente nunca imaginou estar. Ela veio para coroar esse momento tão preparado, tão maduro que a Grande Rio está. Acho que vai ser uma homegame lindíssima e justíssima porque hoje ela é sem dúvidas a maior cantora do Brasil e uma das maiores do mundo. Mas apesar disso, ela é só um ser humano que não dá vontade de deixar de ficar perto. Ela tem a doçura, mas tem um furacão que não para. E ela acompanha tudo que a gente posta, ela curte todas as fotos. Eu me pergunto: "Como ela tem tempo pra isso?" Mas ela faz. Isso para você ver o quanto ela é participativa e quanto isso é verdadeiro. Me faltam palavras para falar. Papai do céu foi muito caprichoso quando cruzou os nossos caminhos. E eu acho que isso é uma coisaa que vai durar por muito tempo porque além de fã, a gente virou amigo. Nós (Grande Rio) estamos vivendo um dos momentos mais especiais na Escola e ela está junto com a gente.

GC: Ela entrevista foi concedida antes da Feijoadíssima da Grande Rio, e não foi que que assim que Thiago Diogo entrou no palco e foi cumprimentar Ivete, ela disse: "Não vai sumir depois do carnaval não, hein?!". Acho que está realmente respondido que essa não será uma amizade de Carnaval. 

 

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GC: Thiago, eu queria deixar um espaço para você deixar uma mensagem.

TD: Quero deixar aqui o meu carinho a cada um dos meus ritmistas, diretores, apoio. Ao Dudu Azevedo, à Harmonia, à Comunidade. Eu sou um cara muito feliz de poder desenvolver um trabalho que me dá tanta satisfação. O Thiago Diogo é um time, não é uma pessoa. Eu posso ter ideias, posso ser o gestor, mas juntos somos uma engrenagem. E eu sou muito feliz de poder estar onde estou, fazer o que eu faço com as pessoas que estão a minha volta. É muito gratificante e tenho muito orgulho de trabalhar com o time que trabalho. Como cada um é bom no que faz!! Eu espero mesmo que Papai do Céu possa abençoar nossa caminhada. A gente se preparou pra isso, tem um grande enredo, tem um grande carnaval e uma comunidade preparada, madura pra isso. Que na quarta feira de cinzas a gente comemore esse sonhado título que a gente se preparou tanto para buscar.

 

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  Foto: Gisele Curvello (2017).

 

Thiago Diogo, o meu mutíssimo obrigada por esta entrevista!!! De coração que para mim foi um prazer conhecer o tanto da sua história e ver o quanto você é um cara responsável, trabalhador e focado! Que você alcance tudo aquilo que almeja! 

 

Eu já tenho uma lista de próximas pessoas que eu gostaria de ter o privilégio de entrevistar, mas queria saber de você também! Quem você gostaria de saber mais sobre a vida profissional e a relação com a Grande Rio? Escreve pro meu Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou deixa um comentário no meu instagram: @gisecurvello com a sua sugestão!

 

Beijos tricolores!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gisele entrevista ... EMERSON DIAS

 

Alô Caxiasssssss

 

Para quem já está acostumado a ler as matérias da coluna Alô Comunidade, noticio em primeira mão, que agora temos mais um cantinho para nos encontramos...por aqui na Coluna Entrevistas! :D

 

Pretendo trazer bastante gente bacana para contar um pouquinho mais sobre o trabalho que exerce, sua relação com o Carnaval e claro, com a nossa amada Grande Rio!! E para estrear com chave de ouro essa minha empreitada como entrevistadora, bati um papo maravilhoso com o nosso querido, estimado, amado intérprete EMERSON DIAS!!!  Uowwww \o/

 

Confere aí que está legal no último grau!! :DD

 

GC: Como você se tornou intérprete? Era um desejo desde criança?

ED: A minha família ela é toda de Carnaval. O meu avô foi fundador de uma escola de samba chamada Lins Imperial e aí está toda minha raiz de samba. Tinha um tio que era cantor e com ele fui cantar em uma disputa de samba no Salgueiro com 16 anos. Ali Mestre Louro, Quinho e outros grandes intérpretes me viram cantando. O samba acabou sendo campeão e a partir dali, eu passei a integrar o carro de som do Salgueiro.

GC: E olha que bacana gente! O Emerson dividiu com a gente aqui uma curiosidade que muitos não devem saber! Ele não tem o sobrenome Dias na certidão de nascimento. Ele adotou esse sobrenome como nome artístico em homenagem ao avô Antônio Dias, precursor do mundo do samba na família do Emerson. Bonito né? S2

 

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GC: E como você ingressou na Grande Rio?

ED: Desde 1992, quando ingressei no carro de som do Salgueiro, passei a cantar com o Quinho. Em 2001, a Grande Rio o contratou para ser intérprete da escola e ele quis levar uma pessoa de confiança dele, me ligou, fez o convite e eu aceitei. Assim vim para a Grande Rio.

A primeira vez que estive na escola foi em uma disputa de final de samba e ali eu já tive uma impressão muito boa da escola. Já senti um clima extremamente familiar. Tanto que em 2003, quando o Quinto saiu da escola e me chamou para ir com ele, eu já não aceitei. Preferi ficar na Grande Rio. Eu tinha encontrado o meu lugar.

 

GC: E desde que ano você se tornou o intérprete oficial da Grande Rio?

ED: O Quinho saiu e vieram outros grandes intérpretes como o Wander Pires e Bruno Ribas. Em 2008, aconteceu um episódio muito marcante. Foi o ano que o Wander Pires, intérprete oficial da escola na época, se atrasou para o desfile e eu assumi a posição de intérprete oficial pela primeira vez aquele dia a pedido do nosso Presidente de Honra Jayder Soares. Eu acredito que toda minha preparação como cantor de base, que já tinha feito muita Quadra até aquele dia, me ajudou muito a não titubear, a responder para nosso Presidente: Assumo perfeitamente. Mas apesar desse desafio que a vida me propiciou, eu não quis usar aquele episódio como trampolim, pois o meu sonho era que as pessoas soubessem quem eu era, que as pessoas conhecessem a minha voz, que as pessoas soubessem que quando a Grande Rio entrasse, era o Emerson que estava cantando e naquele dia eu sabia que estava apagando um incêndio.

Em 2009, chegou o Wantuir para assumir o posto de cantor oficial. E em 2013, depois de muito crescimento principalmente ao longo do ano de 2012, fui convidado pelos nossos presidentes Jayder, Leandro, Helinho e Perácio a assumir o posto de intérprete oficial da Grande Rio. E eu não queria ser cantor de outro lugar, eu queria ser cantor da Grande Rio.

 

IMG_0127.jpg Foto: Gisele Curvello (2017). 

 

GC: Em 2014, você ganha o Estandarte de Ouro de melhor intérprete do Grupo Especial. Como foi isso só um ano depois do seu início como cantor oficial?

ED: Eu tinha certeza que as coisas iam acontecer. Eu me preparei durante todos os anos anteriores para isso. Eu custeava minhas roupas, meu professor de canto, minha fonoaudióloga. Eu sabia que era questão de tempo para me tornar o cantor oficial. Mas é claro que em 2013, quando nossos presidentes decidiram pela minha escolha, sempre tem aquele tensão: será que vai dar certo? Se em 2013 eu passei pela prova de fogo, em 2014, quando ganhei o maior prêmio da categoria, veio a certeza de que eu e a escola tínhamos feito a escolha certa. Eu só pensava: valeu a pena todo esse tempo de espera, valeu a pena todo esse tempo de dedicação.

 

GC: Hoje você sendo o cantor oficial, como é sua relação com a equipe de base? Você que define a sua equipe?

ED: Eu tenho toda liberdade e confiança para montar o meu time. De 2013 para cá, eu só deixei de ter ao meu lado uma pessoa e porque ela se tornou evangélica (risos). Para você ter uma ideia, somos oficialmente 8 cantando, mas eu tenho 16 pessoas comigo em cima do carro de som (risos). Eu não tiro a pessoa do meu lado, eu vou somando (risos).

A equipe é essencial para que o intérprete consiga exercer o seu papel de ser o combustível para o folião que entra na Sapucaí. Muitas vezes o desfile já começou, mas o componente que está em uma Ala mais atrás ainda nem viu, então eu preciso dizer a ele: Vamos lá amigo. Chegou o seu momento! E para eu fazer isso preciso essencialmente da equipe de base, que irá segurar o "rojão".

Eu esperei quase 20 anos para minha hora chegar eu os incentivo que queiram estar no meu lugar e busquem com trabalho, não é preciso passar a perna em ninguém. Graças a Deus eu tenho uma equipe não só de profissionais mas de amigos!

 

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 Foto: Gisele Curvello (2017).

 

GC: Você tem vontade de cantar outro estilo musical? De gravar um CD?

ED: Nunca tive essa pretensão, pois sou apaixonado por samba e carnaval. Mas ao mesmo tempo, vejo que estou em uma crescente muito boa, então se de repente eu puder conciliar, sem que atrapalhe meu ofício real que é ser cantor da Grande Rio - e eu falo Grande Rio, porque não tenho vontade de ir para outra escola ou de cantar em outro lugar. Aqui eu tenho uma família - pode ser que eu avalie. Sei de algumas coisas que tenho, como presença de palco, carisma, sei conduzir uma multidão...poderiam ser coisas que me ajudariam.

 

Também já compus. Participei da composição dos samba-enredo da Grande Rio nos anos de 2008, 2009 e 2010.

 

GC: E você dedica o seu tempo exclusivamente a cantar na Grande Rio? Ou você tem outra profissão?

ED: Eu trabalho numa multinacional. Numa mega operadora de telefonia celular como Técnico em Telecomunicações. Eu vivo pendurado nas torres de telefonia da cidade. (risos) Eu e nosso Diretor de Carnaval Dudu Azevedo, que é um irmão de outras vidas para mim, que era quem me levava para vários eventos e dava canja comigo na Quadra. Isso bem antes de ser Diretor da Grande Rio. E ele já trabalhava nessa no ramo e me indicou. Em 2014, a multinacional que trabalhamos hoje, descobriu que eu era artista e até o Presidente Mundial da empresa me mandou email me parabenizando pelo trabalho que desenvolvo na empresa e me desejando boa sorte no Carnaval (risos). Foi muito bacana.

Além disso, a projeção que a Grande Rio me deu me ajuda no meu trabalho porque eu vou abrindo portas que antes eram tão difíceis entrar (risos). Como tem muita estação dentro de condomínio às vezes o acesso é dificultado, mas aí eu chego e eles perguntam: "Mas você não é o cantor da Grande Rio? Aqui você tem portas abertas para fazer o que você quiser"(gargalhadas). 

 

GC: Como você cuida da voz?

ED: Faço aulas de canto 1 vez por semana, fonoaudióloga também 1 vez por semana. E isso, durante o ano inteiro, não só no período de carnaval não. Além disso, faço exercícios de sopro para dar peso no diafragma e muita nebulização com soro fisiológico pois o soro hidrata as cordas vocais. A hidratação faço todo dia, inclusive ando com o soro e o nebulizador que é a pilha e portátil no carro. Vou dirigindo e fazendo nebulização (risos). Eu preciso conciliar meus dois trabalhos. 

 

GC: Eu sempre vejo você cercado de muitas fãs. Tanto na Quadra, quanto nos eventos da escola. Como se dá sua relação com fã? Você tem fã clube?

ED: Faço questão de dar o máximo de atenção possível para todos que me procuram. Eu gosto muito de cantar e sei que as pessoas vão ver os artistas da Escola como o Thiago Diogo, a Verônica, o Daniel e a mim também. Eu estou sempre rodeado de muitas crianças também. E eu tenho uma veia meio Peter Pan. Eu adoro esse contato.

Tenho um fã clube sim. A Cris e o Douglas são os criadores e fundadores do fã clube Emerson Dias. Eles alimentam e postam fotos, minha agenda. Isso é maravilhoso! Eu valorizo muito!

 

GC: E para o Carnaval 2017? Como está a expectativa?

ED: Em 2017, eu tenho a responsabilidade de conduzir o samba sobre Ivete Sangalo, que se não for a cantora mais popular do Brasil, é uma das. Desde o primeiro dia em que ela esteve na Quadra, que inclusive foi uma noite de grande temporal e enchente em Caxias, ela já mostrou tudo o que ia fazer porque ela se integrou a gente de uma tal forma... Naquele dia do anúncio do enredo, ela já chegou transmitindo toda a energia dela. Ela foi pro palco, ela cantou, ela dançou, ela sambou. E em um determinado momento eu pedi a Feiticeira: Será que ela falava o "Ei, psiu!" E ela não só falou, como disse: "Ei, psiu! Ivete é Grande Rio!" E a partir daí o que era minha marca registrada, virou sinônimo de Grande Rio a nível nacional.

E agora, depois de tudo o que aconteceu no ensaio técnico, a expectativa só aumentou. A Sapucaí veio abaixo cantando nosso samba. Ouso a dizer que acredito que desde 2001, com o samba sobre o Silvio Santos, um samba enredo não é tão divulgado. O que aconteceu no ensaio técnico foi um momento único. Um dos maiores momentos do carnaval carioca na Marques de Sapucaí. Eu acho que a Escola merece, que a Ivete merece, acho que por esse tempo todo também que eu passei, eu também mereço (risos). Estou confiante. Eu acho que chegou a nossa hora!

 

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 Foto: Allan Duffes (2017).

 

GC: Já tocou no assunto das minhas duas últimas perguntas. rs Que é sobre o Ensaio Técnico e Ivete Sangalo. rs Eu quero te perguntar como tem sido sua relação com a Ivete ao longo desse período pré-carnaval e se te impressionou ela cantar do começo ao fim do ensaio técnico nosso samba-enredo. Porque sei que ela está acostumada a cantar 5, 6 horas em cima de um trio elétrico, mas não a mesma música, né? Isso te impressionou?

ED: Vou começar pela última pergunta então. Me impressionou muito. Ela não é cantora de samba-enredo. Cantar samba é muito particular. Você precisa de muita força, as divisões também são bastante diferentes. Mas depois de duas passadas, a Ivete já estava cantando como eu (risos).

Sugerimos que ela fizesse o lamento (início da escola): "E lá vou pé na estrada, e lá vou meu amor..." Mas ela não só fez o lamento, muito emocionada inclusive, como não largou mais o microfone. Quando deu 10 passadas ela me deu um tapinha e disse: Vou dividir os "cacos" também com você, as "chamadas" rs e assim ela fez. Foi sensacional.

Ela podia ficar no patamar de homenageada, mas não. Ela mergulhou de cabeça. Fez questão de levar a Grande Rio para todos os lugares onde ela fez show. Isso não é só bom pra Grande Rio não. Isso é bom para o samba em geral.

Ela fez uma participação especial no show do Wesley Safadão e ela fez uma inserção para nós cantarmos o samba da Grande Rio. Nós cantamos o samba da escola pra 90 mil pessoas no Vila Mix. E as pessoas cantando o samba. Teve também a propaganda da Tele Sena cuja trilha sonora foi o samba da Grande Rio com parte da equipe presente: eu, Thiago Diogo, Verônica, Daniel. Acho que Ivete e Grande Rio formaram uma parceria que deu super certo!

 

Quanto a minha relação com ela tem sido de muita admiração. Eu cantar junto com ela alguns dos seu maiores sucessos como Festa no gueto, Poeira, Levada louca isso no ensaio técnico ainda no setor 1 e chegar na Apoteose e ainda cantar O Doce, Tempo de Alegria e Chupa Toda...Eu cantei os maiores sucessos da Ivete Sangalo com ela! (risos). Isso são momentos únicos. E ela é uma pessoa tão especial que enquanto passávamos na Sapucaí, eu avistei minha mãe e comecei a mandar beijo e corações de cima do trio e a Ivete perguntou: Quem é? Eu disse: Minha mãe. Aí a Ivete: Alô mamãe! Ele é massa! (gargalhada). O vídeo dela falando está no meu Instagram. O que falar de uma pessoa dessas? Não tem o que falar. Só agradecer. 

 

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 Foto: Tamur Aimara (2016).

 

 

Emerson, querido!! Eu queria agradecer imensamente a você por ter me concedido essa entrevista!! Foi uma entrevista de 45 minutos!! :O Porque a gente gosta muito de falar!! hahaha Obrigada pelo carinho e confiança! Te dedico!! 

 

Gisele Curvello

 

#GrandeRio #Caxias #Carnaval201#Barracã#EuAcredit#IveteÉgrandeRi#Intérprete 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista com Verônica Lima – Porta-bandeira

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A porta-bandeira é a componente responsável por levar o pavilhão da escola durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Cabe a ela esta enorme responsabilidade de portar o principal símbolo de uma agremiação. Grande Rio de coração, a porta-bandeira Verônica Lima conversou exclusivamente com o site da Grande Rio e relembrou sua trajetória na tricolor de Caxias.

Mãe de duas filhas gêmeas, Verônica encanta a todos com sua simpatia e leveza na dança. Bonita e talentosa, a porta-bandeira da Grande Rio tem uma preocupação especial com as causas sociais. Além de participar do projeto social Manoel Dionísio, Verônica também organiza alguns eventos beneficentes.
Última porta-bandeira a conseguir notas máximas para a Grande Rio no quesito, Verônica Lima conta como faz para conciliar os ensaios na Grande Rio com as obrigações maternas. Ela também falou sobre a relação com o mestre-sala Daniel Werneck e revelou os segredos para manter a boa forma. Verônica esteve alguns anos afastada desfilando em agremiações coirmãs, mas retornou à sua escola de coração em 2013 e agora se mostra bastante realizada por fazer o que mais gosta na agremiação onde tudo começou em sua vida.

Como é sua relação com o mestre-sala Daniel Werneck?
Eu já conhecia o Daniel antes pois trabalhávamos com algumas turmas de alunos avançados do projeto de mestre sala e porta bandeira do Manoel Dionísio. Então já existia uma parceria. Na dança entre o mestre-sala e a porta-bandeira tudo é muito simples, independente de eu ter mais experiência, ele é o condutor. Pelo fato de eu ter mais experiência, desde o início mostrei que ele conduz a dança. Ele precisa de segurança e firmeza para conduzir a dança. Eu estava ali para ser conduzida. Claro que quando tem alguma coisa destoando, que está fora daquilo que eu sei que não vai ser legal, eu falo com ele “Po Dani, não é assim”, pra também não tirar a chance dele amadurecer como mestre-sala. Eu prefiro deixa-lo tomar as decisões junto comigo. Nossa parceria está sendo ótima graças a Deus. Não rola estresse entre a gente, tudo rola numa boa.

Você já fez uma história dentro da Grande Rio, depois viveu alguns momentos fora daqui, em outras agremiações. E em 2013 retornou para sua escola do coração e aqui está até hoje. Em todos estes anos, qual o momento mais marcante pra você dentro da Grande Rio?
O que mais me marcou na Grande Rio foi meu primeiro ano como porta-bandeira. Eu era muito pequenininha, mas lembro perfeitamente daqueles momentos. Da alegria de pegar a primeira fantasia de porta-bandeira.De pegar a bandeira. De ir no ônibus pra avenida com as crianças fazendo bagunça.De desfilar de porta-bandeira na Avenida. Aquele sonho de criança, aquela felicidade. Tudo isso me lembra docemente a fase da minha infância. Isso é muito importante. Outro momento inesquecível foi no meu primeiro ano como primeira porta-bandeira da escola. Consegui as notas máximas ao lado do mestre sala Ronaldinho e isso pra mim também foi muito emocionante. Fui a última porta-bandeira que dei nota máxima para a Grande Rio e estou esperando ansiosamente pra trazer essa nota máxima pra escola.

Conte um pouco de sua história profissional.



Nome: Daniel Werneck

Nascimento: 02/02/1989

Onde nasceu: Del Castilho – Rio de Janeiro

Posição: Primeiro Mestre Sala

Meu primeiro contato com o samba foi aos meus nove anos de idade, quando uma vizinha (Iolanda) me levou, pela primeira vez, na quadra de uma escola de samba, o Acadêmicos do Salgueiro. Quando entrei na quadra havia uma multidão de crianças sambando e fiquei encantado. Logo fui perguntando à minha vizinha do que se tratava aquela criançada toda sambando. Ela me perguntou se eu queria me juntar à molecada e eu disse que sim, e sem saber sambar eu entrei no meio da multidão e comecei a dançar. A partir daí desfilei dois anos, 1998 e 1999, na escola mirim Aprendizes do Salgueiro, como componente de ala.

No ano de 1999 eu havia feito primeira comunhão e como a roupa era toda branca resolvi ir direto pro ensaio do Aprendizes do Salgueiro. Como as cores da escola era vermelha e branca, me avistaram com calça e sapato brancos e me puseram pra dançar de Mestre sala com a terceira porta bandeira. Sem nunca ter dançado como Mestre Sala arrisquei alguns passos (risos) e, para a minha felicidade, no Carnaval de 2000 eu estreava como Terceiro mestre sala mirim do Aprendizes, onde fiquei até o ano de 2007. Ainda no ano de 2006 eu havia me tornado terceiro mestre-sala do Acadêmicos do Salgueiro. No carnaval de 2009 eu passei a ser o segundo Mestre-Sala do Salgueiro onde fiquei até 2011. Em 2012 eu estreava como primeiro Mestre-Sala da Estácio de Sá, escola da série A do Carnaval carioca, onde me mantive na agremiação até o carnaval de 2014.

Tive passagem por outras agremiações como:

Em Cima da Hora(2005) -Grupo D – Como 2°Mestre-Sala

Acadêmicos da Barra da Tijuca(2005) – Grupo C – Como 2°Mestre-Sala

Unidos da Villa Rica(2009 e 2010) – Grupo E, Grupo D – Como 1°Mestre-Sala

Arranco do Engenho de Dentro(2011) – Grupo B – Como 1°Mestre-Sala

O que você espera da Grande Rio?

Espero que toda a escola goste do meu trabalho, pois estou me dedicando ao extremo para trazer a nota máxima para a Grande Rio. Espero que essa parceria dure por muitos anos e que a escola se apresente com garra, amor, dedicação e se consagre Campeã do carnaval Carioca.

Sem mais

Marcos Baptista

Daniel Werneck é a nova aposta da Grande Rio para o posto de primeiro mestre-sala

Com 25 anos de idade e com duas tradicionais escolas de samba na bagagem, Daniel Werneck chega à Grande Rio com a motivação de um jovem promissor e com a serenidade de um mestre sala que já pisou 14 vezes na Marquês de Sapucaí. Mas somente agora Daniel vai estrear no grupo especial, e logo defendendo as cores da maior agremiação de Duque de Caxias. Carioca, morador de Del Castilho, a promessa da Grande Rio para os próximos carnavais chega com muita vontade de se firmar definitivamente no posto de primeiro mestre sala. O jovem talento conversou exclusivamente com o site da Grande Rio e falou sobre a sua trajetória no mundo do samba. Com a luxuosa ajuda de Priscila Mota e Rodrigo Negri, recém-contratados para assumirem a comissão de frente, Daniel Werneck e Verônica Lima ensaiam exaustivamente para garantirem os 40 pontos do quesito. Nesta nova etapa de sua carreira o jovem mestre sala avança em direção a um futuro de sucesso, onde as cores verde, vermelha e branca começam a tingir esta trajetória.

1)  Como foi seu primeiro contato com o mundo do samba e como surgiu sua relação com a dança? 

Meu primeiro contato com o samba foi aos meus nove anos de idade, quando uma vizinha me levou, pela primeira vez, na quadra de uma escola de samba, o Acadêmicos do Salgueiro. Quando entrei na quadra havia uma multidão de crianças sambando e fiquei encantado. Logo fui perguntando à minha vizinha do que se tratava aquela criançada toda sambando. Ela me perguntou se eu queria me juntar à molecada e eu disse que sim, e sem saber sambar eu entrei no meio da multidão e comecei a dançar. A partir daí desfilei dois anos, 1998 e 1999, na escola mirim Aprendizes do Salgueiro, como componente de ala.
No ano de 1999 eu havia feito primeira comunhão e como a roupa era toda branca resolvi ir direto pro ensaio do Aprendizes do Salgueiro. Como as cores da escola era vermelha e branca, me avistaram com calça e sapato brancos e me puseram pra dançar de Mestre sala com a terceira porta bandeira. Sem nunca ter dançado como Mestre Sala arrisquei alguns passos (risos) e, para a minha felicidade, no Carnaval de 2000 eu estreava como Terceiro mestre sala mirim do Aprendizes, onde fiquei até o ano de 2007. Ainda no ano de 2006 eu havia me tornado terceiro mestre-sala do Acadêmicos do Salgueiro.
No carnaval de 2009 eu passei a ser o segundo Mestre-Sala do Salgueiro onde fiquei até 2011. Em 2012 eu estreava como primeiro Mestre-Sala da Estácio de Sá, escola da série A do Carnaval carioca, onde me mantive na agremiação até o carnaval de 2014.

2) Você tem o apoio da sua família?
Sim, a pessoa que mais me apoia é a minha avó Tereza.

3) Como foi a sua vinda para a Grande Rio?
Minha vinda para a Grande Rio foi através do meu trabalho e de alguns olheiros da escola que viram meu desempenho no desfile da Estácio e resolveram me dar a oportunidade de representar a tricolor de Caxias como o primeiro Mestre-sala.

4) E como foi sua chegada à agremiação de Caxias? Você está sendo bem recebido?
Fui muito bem recebido pela direção da escola e por alguns componentes, pois ainda não conheço toda a escola. Mas confesso que estou sendo muito bem tratado aqui.

5) Como é sua relação de parceria com a Verônica Lima?
Está sendo maravilhosa. Nossa relação de parceria vem crescendo a cada dia, além de ser pra mim uma das melhores porta bandeira, Verônica tem me ajudado muito. A cada ensaio ela me passa sua experiência com a dança, e, sem contar que a cada semana ela traz uma ideia nova para o nosso trabalho.

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6) Este ano você vai estrear no grupo especial, e logo em uma grande escola como a Grande Rio. Como você está se preparando psicologicamente para isso? Você já se sente preparado?
Estou me preparando psicologicamente através dos meus ensaios com a Verônica. Estamos buscando a mais perfeita sintonia para que no dia do desfile eu possa estrear com toda garra e força necessária. Hoje me sinto preparado por conta da minha experiência que adquiri na Estácio de Sá.

7) Como é o ritmo de ensaio e como você faz para manter o corpo em forma?
Meu ritmo de ensaio com a Verônica está sendo três vezes na semana, com a ajuda da Priscilla Mota e do Rodrigo Negri, coreógrafos da comissão de frente da Grande Rio. Para manter o corpo em forma eu malho e tenho uma alimentação regrada.

8) Quais as diferenças que você sentiu na Grande Rio em relação às outras agremiações por onde você já esteve?
A diferença é que a Grande Rio, além de ser uma agremiação muito Familiar e acolhedora, é uma escola muito séria e vejo a garra que a escola tem em querer buscar o melhor sempre, as cobranças para que as coisas funcionem na mais perfeita maestria, a preocupação que eles têm com os profissionais e a estrutura e suporte que dão pra todos nós.

9) O que você espera da Grande Rio?
Espero que toda a escola goste do meu trabalho, pois estou me dedicando ao extremo para trazer a nota máxima para a Grande Rio e espero que essa parceria dure por muitos anos.

10) Você também gosta de outros ritmos musicais? Quais?
Sim, sou eclético gosto de todos os ritmos.

 

11) Quem é seu ídolo no mundo do samba?
Meu ídolo é o Mestre Sala Ronaldinho (Reinaldo Teixeira Alves – In Memoriam), uma pessoa que me ajudou muito no mundo do samba. Se hoje cheguei a algum lugar, devo tudo isso a ele, pois foi o mestre na arte da dança de Mestre-Sala.

Samba enredo 2018 GRANDE RIO