Entrevista com Verônica Lima – Porta-bandeira

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A porta-bandeira é a componente responsável por levar o pavilhão da escola durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Cabe a ela esta enorme responsabilidade de portar o principal símbolo de uma agremiação. Grande Rio de coração, a porta-bandeira Verônica Lima conversou exclusivamente com o site da Grande Rio e relembrou sua trajetória na tricolor de Caxias.

Mãe de duas filhas gêmeas, Verônica encanta a todos com sua simpatia e leveza na dança. Bonita e talentosa, a porta-bandeira da Grande Rio tem uma preocupação especial com as causas sociais. Além de participar do projeto social Manoel Dionísio, Verônica também organiza alguns eventos beneficentes.
Última porta-bandeira a conseguir notas máximas para a Grande Rio no quesito, Verônica Lima conta como faz para conciliar os ensaios na Grande Rio com as obrigações maternas. Ela também falou sobre a relação com o mestre-sala Daniel Werneck e revelou os segredos para manter a boa forma. Verônica esteve alguns anos afastada desfilando em agremiações coirmãs, mas retornou à sua escola de coração em 2013 e agora se mostra bastante realizada por fazer o que mais gosta na agremiação onde tudo começou em sua vida.

Como é sua relação com o mestre-sala Daniel Werneck?
Eu já conhecia o Daniel antes pois trabalhávamos com algumas turmas de alunos avançados do projeto de mestre sala e porta bandeira do Manoel Dionísio. Então já existia uma parceria. Na dança entre o mestre-sala e a porta-bandeira tudo é muito simples, independente de eu ter mais experiência, ele é o condutor. Pelo fato de eu ter mais experiência, desde o início mostrei que ele conduz a dança. Ele precisa de segurança e firmeza para conduzir a dança. Eu estava ali para ser conduzida. Claro que quando tem alguma coisa destoando, que está fora daquilo que eu sei que não vai ser legal, eu falo com ele “Po Dani, não é assim”, pra também não tirar a chance dele amadurecer como mestre-sala. Eu prefiro deixa-lo tomar as decisões junto comigo. Nossa parceria está sendo ótima graças a Deus. Não rola estresse entre a gente, tudo rola numa boa.

Você já fez uma história dentro da Grande Rio, depois viveu alguns momentos fora daqui, em outras agremiações. E em 2013 retornou para sua escola do coração e aqui está até hoje. Em todos estes anos, qual o momento mais marcante pra você dentro da Grande Rio?
O que mais me marcou na Grande Rio foi meu primeiro ano como porta-bandeira. Eu era muito pequenininha, mas lembro perfeitamente daqueles momentos. Da alegria de pegar a primeira fantasia de porta-bandeira.De pegar a bandeira. De ir no ônibus pra avenida com as crianças fazendo bagunça.De desfilar de porta-bandeira na Avenida. Aquele sonho de criança, aquela felicidade. Tudo isso me lembra docemente a fase da minha infância. Isso é muito importante. Outro momento inesquecível foi no meu primeiro ano como primeira porta-bandeira da escola. Consegui as notas máximas ao lado do mestre sala Ronaldinho e isso pra mim também foi muito emocionante. Fui a última porta-bandeira que dei nota máxima para a Grande Rio e estou esperando ansiosamente pra trazer essa nota máxima pra escola.

Samba enredo 2017 GRANDE RIO