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Sinopse 2017

Ivete do rio ao RIO!

Meu nome é Ivete Sangalo, e em 2016 tive a honra de ser escolhida para enredo da Acadêmicos do Grande Rio, E é para vocês que eu conto a minha história, feita de amor e muita paixão…

Eu nasci em Juazeiro na minha amada Bahia, e guardo na memória o chão rachadoda caatinga, a poeira das estradas, o imenso Rio São Francisco,cheio de carrancas coloridas protetoras de seus pescadores. Desde pequena ouvi contarem da lenda da Serpente dos Olhos de Fogo que dizia:

(….)Havia uma bela menina, que foi se admirar no espelho d’agua do rio e surpresa com sua beleza, esqueceu da hora  da avemaria, e por isso foi transformada numa enorme serpente  que mergulhou e foi se esconder na Ilha do Fogo. 

Esta serpente assusta pescadores, navegantes e lavadeiras, mas Nossa Senhora das Grotas amarrou a serpente em seu ninhocom três fios de seus cabelos. Dois fios já se partiram criando inundações terríveis, e seo ultimo fio romper inundará de veza região de Juazeiro e Petrolina.

Em meus sonhos, nossa Senhora colocou este ultimo fio em minha mão para dominar a serpente e o mundo com meu canto e minha energia!O povo deste lugar reza muito em romarias, enfeita as barcas com carrancas para proteger pescadores e navegantes, e segurando este fio eu e a Grande Rio contamos uma bela historia, de festas, carnavais e das minhas muitas viagens pelo mundo.

-*-*-*-*

Lembro-me de meus pais como um casal apaixonado, ele caixeiro viajante, de origem espanhola, trazendo da Espanha belos violões cheios de fitas. Minha mãe era pernambucana, dona de uma voz afinada, do gingado do frevo e da paixão pela vida. Reuniam os filhos e amigos para saraus musicais e nas festas de São João dancei quadrilha…e nos carnavais pulei Na folia de clubes e blocos de caretas. Juazeiro me fez sertaneja de coração, e essa infância musical e festeira, junto com o amor de meus pais, guardo ate hoje na memória.

-*-*-*-*

Guardei na memória o chão seco de Juazeiro, mas também as estrelas do céu azul que me acompanharam ate Salvador, para onde me mudeipara poder concluir meus estudos.

Lembro bem do trio elétrico de Moraes Moreira, escutando “Pombo Correio” ao som daquela guitarra estridente…E fiquei sabendo que a Fobica de Dodô e Osmar já arrastavamo povo fazia tempo!Com o tempo me deixei levar pelo mar de ritmos, batuques dos blocos, bandas e trios elétricos, pois Salvador era um universo mágico, um caleidoscópio musical!

As ruas de Salvador, na folia, tinham de tudo, a tradição dos blocos de índios, como o “Apaches do Tororó”.Os blocos afros de raízes africanas como o IleAye e o Olodum, e o Afoxé Filhos de Gandhy com sua mensagem de paz. A cidade se vestia de cores ear se enchia com o som dos tambores,  os mistérios dos orixás embalando os foliões,assim era a Bahia de Todos os Santos…

Aquela cidade de lindas praias e ladeiras inclinadas, de gente tão bonita, me seduziu.E a majestosa Igreja do Senhor do Bonfim, a capoeira, o samba de roda, as baianas de acarajés, tantas belezasamarradinhas nas fitas do Bonfim…Mergulheiinteira na folia baiana!

-*-*-*-*-

Precisando ganhar dinheiro e ajudar a família, fui cantar com meu violão em barzinhos, no momento em que surgia o fenômeno do axé-music. Todos cantavam“Fricote”, conhecida como“Nega do Cabelo Duro”  – de Luiz Caldas e também a musica “Faraó” com Margareth Menezes,que levou o Olodum ao sucesso nacional falando das raízes negras e egípcias. 

E o axé music tornou-se sucesso nacionalcom “Canto da Cidade”e sua rainha Daniela Mercury. Foi neste furacão musical queencarei na Micareta do Morro do Chapéu, no meu primeiro trio elétrico!

Então fui convidada para ser cantora da Banda Evano carnaval de Salvador mergulhando no mar de sonoridades e ritmos que já conhecia, e encontrei a Timbalada, me embalando ao som daqueles tambores e timbaus melodiosos…O axe music com o som das guitarras elétricas, berimbaus, agogôs e tambores já ecoava por todo Brasil!

E decolamos com sucessos que ate hoje estão ai na memoria nacional e que revelam um lado bem romântico, mas também a energia que levava nosso trio elétrico pelas ruas de Salvador… “Alo Paixão”,“Flores”, “Beleza Rara” e “Carro Velho”. A nave da pequena Eva cruzou os céus do Brasil levando o ritmo do axe musicalém do infinito, consolidando-se como um gênero musical poderoso.Na virada do milênio mais uma vez o destino me desafiava, da astronave reluzente pulei para pilotar minha carreira solo!

-*-*-*-*

Foi numa quarta-feira de cinzas que me desliguei da Banda Eva, em 1999, colecionando sucessos como“Canibal”e comecei a ampliar meu repertorio. O suingue da minha voz permitia me movimentar por vários gêneros, contando com parceiros musicais que ate hoje são grandes amigos e companheiros de estrada!Em 2002 a musica “Festa”seria um de meus maiores sucessos, e “misturando o mundo inteiro”, trazendo o povo do gueto, tornei-me uma estrela nacional. Iniciando mais um tempo de alegria, comemorei meus dez anos de carreira cantando Chica Chica Bom Chic, relembrando a eterna Carmem Miranda.

E para divulgar nossa cultura participei de grandes shows internacionais,reunindo multidões,eu me revelei em novos papéis, ampliei meus horizontes atuando em filmes, novelas e apresentando programas de televisão, sem abandonar meu universo musical.E a Mãe Preta trouxe uma energia muito forte, das mães baianas e da própria maternidade.

-*-*-*-*

Já são mais de20 anos de estrada… Foi então que a Acadêmicos do Grande Rio me chamou!

Reencontrei o Rio de Janeiro e suas belezas naturais e seguindo para a baixada fluminense, encontrei o forró da feira de nordestinos na  multicolorida feira de Caxias! Fiquei extasiada e reencontrei muitos ritmos nesta cidade, o funk, o samba e o pagode, e Caxias se tornou a minha real fantasia!

E juntos levaremos para a avenida os segredos do Berimbau Metalizado, puro carnaval baiano com uma batida heavy metal. Seduzida pelo calor desse povocantei “Muito Obrigado Axe”saudando  em terras cariocas os orixás de minha Bahia tão amada!

Encontrando o ultimo trio elétrico encantado, senti que a Sorte Grande havia chegado!

O amor que sinto pela musica e que nunca me deixou, é o amor de meus fãs, meus querubins e foliões pipocas, que se misturam a esta multidão alucinada nas arquibancadas, celebrando a união feliz de dois universos musicais –com o gingado do  malandro carioca e o ritmo sensual baiano – sob os olhos da serpente que se transformou no símbolo do infinito, inundando a avenida e levantando a poeira de estrelas!

Tudo isso é…
Ivete de rio a Rio!

Sinopse 2018

VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?

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“… Aquela buzina pioneira de Caruaru foi atraindo outras, assim como fazem os passarinhos com suas cantorias…

Foi no caminhão verde de meu pai, qual o dragāo do meu Sāo Jorge Guerreiro, a quem sou devoto e devo todas às minhas conquistas e proteção, que a buzina tocava sem parar…

Aquele era o som! O som que eu nunca mais havia de esquecer…”

 

– Terezinhaaa, u,uuuu!!!!!

– Grande Riooo, u,uuuuuu!!!

– VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?

– Eu não vim para explicar, mas para confundirrrr!!!!!

– QUEM NĀO SE COMUNICA SE TRUMBICA!…

 

Hoje me consideram um fenômeno, eu disse: um FE-NÔ-ME-NO da comunicação!

Comigo não tem roteiro, não tem texto, nem ponto eletrônico, direção de palco, de áudio ou de imagens. Tudo é na base da surpresa. Eu mesmo produzo, dirijo e apresento. Sacou a minha sacada, rapaziada?

Desconcertei as convenções, avacalhei o posudo e o empostado. Dei valor ao mambembe e ao artista genial de sempre.

 

– Alô Alaor, ligue o televisorrrr!!! Que vai começar mais um programa, da TV GRANDE RIO!

 

Gosto de inventar coisas que não passam pela cabeça de ninguém. Coisas como um disco telefônico sobre uma roupa de jóquei. Eu me visto de bailarina, anjo, palhaço, Napoleão ou Zorro.

– Para o Chacrinha não tem figurino, Seu Nicolino! Tudo cabe e tudo pode acontecer. E aconteceu na roda viva do tempo. As novidades vinham chegando, novas vozes mudaram o panorama da música popular brasileira. E eu captava tudo, foi assim com a Jovem Guarda:

 

-Vocês querem a cueca do Roberto Carlos?????

 

“…Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz…”- (Os Mutantes)

 

– Sou o pioneiro da loucura!

O papa da Tropicália. Com a minha visão e faro, percebi que eu já era um tropicalista antes mesmo de o movimento surgir. Juntando Iracema e Ipanema, guitarra elétrica e Vicente Celestino. Eu já sabia daquilo e assinei embaixo. “Alegria, Alegria!!!” Era um bordão que eu bolei e o Caetano aproveitando o lance, fez a canção.

 

– Alô, ê! Alô, ê!

 

“…Chacrinha continua balançando a pança

E buzinando a moça e comandando a massa

E continua dando as ordens no terreiro…”

 

Nos meus programas havia espaço, liberdade cênica e incomodava os conformistas e os conservadores. Viva a Tropicália, Superbacana, o Domingo no Parque e os Mutantes. Viva o Rock e A Seresta, o Coração de Luto e os discos voadores! O Brasil arcaico e o moderno! Viva as bananas ao vento e o iê-iê-iê, o colar africano e a roupa de plástico. O estampado indiano e o espelho na testa.

Viva a geleia geral brasileira! E aquele abraço pra quem fica…

Que eu vou em frente como o velho do pastoril pernambucano, fazendo pilhéria, buzinando a moça e comandando a massa na Buzina do Chacrinha. Viva a vaia, seu Maia! E o calouro que pisa atordoado atrás do microfone que mudava de lugar a todo instante, enquanto a chacrete, com seu colante cavadão faz um show sensual ao som do tema da Pantera Cor de Rosa. É demais!…

 

– Mas como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?

 

E eu repito Dona Maria: nem tudo na vida é poesia. Enquanto o Chacrinha dorme, o Abelardo perde o sono com o fantasma do Ibope! Eu não sabia nada sobre boletins, planilhas, índices de audiência das classes A,B,C,D e Z. Eu era uma zebra, ó inocente, mas como de bobo não tenho nada, meu camarada, finalllmente, finalllmente eu aprendi como funciona o negócio.

E é ai que entra Dona Florinda, a espiã que me amava. Ela espionava tudo para mim, enquanto eu me concentrava nos mais de dez programas que eu produzia por semana para a rádio e TV. Dona Florinda anotava, gravava, lia e me informava sobre tudo o que estava acontecendo pela mídia e de quebra criticava o Chacrinha quando o programa ia mal e elogiava quando tudo corria bem.

 

– Vocês querem abacaxi? Vocês querem o Orlando Silva? Ou a calcinha da Wanderleia?

 

Cheguei com a cara e a coragem, um mero desconhecido, quase sem dinheiro, e agora seu Zé? Tinha que me virar no Rio de Janeiro. Mas como dizia Dona Luzia, “tudo melhora um dia…”

E melhorou.

Isso é pouco? Eu não sou cachorro não!

Apenas criei uma grande confusão nas ondas do rádio e nos canais de televisão.

 

Comunicação pra mim é juntar, ligar e virar tudo de cabeça pra baixo. Mas rrreallmente, rrrealmente tudo começou no rádio. O tímido Abelardo Barbosa, de voz anasalada e péssima dicção, ganhou sua outra metade, o velho palhaço Chacrinha, graças ao Cassino, meu programa radiofônico que se irradiava de uma pequena Chácara, uma Chacrinha em Niterói. E que foi ganhando audiência em outros estados e até fora do Brasil.

 

-Eu disse do Brasil varonillll, ouviuuu!

 

No “Cassino da Chacrinha” éramos eu e um contra-regra. Ali eu criava o ambiente de um cassino imaginário, com roletas, fichas, música tocando, panelas, apitos, grã-finos chegando e artistas dando a pinta. Eu descrevia as roupas que estavam usando, tudo muito estapafúrdio e absurdo para a época. Até o cheiro dos perfumes que invadiam o cassino. O ouvinte via, sentia e sonhava nas noites quentes e frias quando o rádio unia as pessoas e quebrava as solidões noturnas.

“Não, não é sopa não, seu Antão!”

 

– Roda e avisa! Quem vai pro trono? É o abacaxi? É o bonitão? É o fanho? O gago? A perua? A dondoca? A patroa? A empregada? É a voz afinada ou a cana rachada?

Eu quero tudo na mais perfeita confusão, enquanto a plateia aplaude ou vaia o cachorro mais pulguento, a comerciária mais simpática, a criança mais bonita, todos do Brasil em seus poucos minutos de fama. E a Buzina é uma loucura, celebrando a vida, as datas e os eventos. Salve São Cosme e Damião! Salve o coelhinho da Páscoa! Salve o Sete de Setembro! O Dia dos Pais e das Mães! Salve você também, Seu Araquém!

 

– E Viva o Carnaval! Porque afinal, ninguém é de ferro!!

 

Estou a caminho de meu camarim e enquanto vou deixando o Chacrinha para trás…

– Que rei sou eu?

– O rei está nu, completamente nu, no programa que acaba quando termina…

 

Sou nordestino de Surubim. Trabalhei no armarinho do meu pai e na pensão da minha mãe em Recife. Fiz três anos de medicina e não segui. Viajei de navio para a Europa como baterista de Jazz e a Grande Guerra me trouxe de volta.

Vejo ainda brilhar a luz derradeira de minha querida Recife, onde tudo me inspirou.

E vou seguindo, ouvindo o belo frevo cantado por Alceu Valença…

 

“Roda, roda, roda e avisa

Que a alegria explodiu no ar

O velho guerreiro sorrindo

Subindo, subindo foi pro céu brincar

Roda, roda, roda que a vida

É um sonho que vai terminar

O bom palhaço não chora

E vai embora sem explicar (BIS)…” (Alceu Valença)

 

– Ô Maré!

 

Renato e Márcia Lage

Alas Tradicionais para o desfile 2018

As alas tradicionais para o nosso desfile 2018, "Vai Para o Trono Ou Não Vai?", em homenagem ao centenário do velho...


Ala 03

ALA 03
ALA BIG BIG
Eu nasci há dez mil anos atrás Presidente: Pedrinho Naval
Tels: 21 96426-5176 - 21 96426-5178 - 21 2673-1761
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Ala 04

ALA 04
ALA CAROL SAMPAIO
Sou Napoleão

 

Ala 07

ALA 07
ALA PAULO 10
Todo dia era dia de índio Presidente: Paulo 10
Tels: 21 2759-1977 - 21 99109-4841

 

Ala 12

ALA 12
ALA AMAR É
Os números não mentem jamais Presidente: Paulo e Jorge
Tels: 21 99445-7090 - 21 3820-0092 - 21 2777-2660 - 21 99353-5257
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Ala 14

ALA 14
ALA AQUARELA DO BRASIL
Zoando o Zorro Presidente: Ricardo
Tels: 21 99888-7706 - 21 3344-1905
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Ala 20

ALA 20
ALA TUIUIU
Tem Ganso na chacrinha Presidente: Quinzinho
Tels: 21 2671-1276 - 21 96439-7521 - 21 99795-7871

 

Ala 23

ALA 23
ALA COMIGO NINGUÉM PODE
Frevo Presidente: Denise
Tels: 21 97012-1837 - 21 96415-4202

VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?

“… Aquela buzina pioneira de Caruaru foi atraindo outras, assim como fazem os passarinhos com suas cantorias…

Foi no caminhão verde de meu pai, qual o dragāo do meu Sāo Jorge Guerreiro, a quem sou devoto e devo todas às minhas conquistas e proteção, que a buzina tocava sem parar…

Aquele era o som! O som que eu nunca mais havia de esquecer…”

 

– Terezinhaaa, u,uuuu!!!!!

– Grande Riooo, u,uuuuuu!!!

– VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?

– Eu não vim para explicar, mas para confundirrrr!!!!!

– QUEM NĀO SE COMUNICA SE TRUMBICA!…

 

Hoje me consideram um fenômeno, eu disse: um FE-NÔ-ME-NO da comunicação!

Comigo não tem roteiro, não tem texto, nem ponto eletrônico, direção de palco, de áudio ou de imagens. Tudo é na base da surpresa. Eu mesmo produzo, dirijo e apresento. Sacou a minha sacada, rapaziada?

Desconcertei as convenções, avacalhei o posudo e o empostado. Dei valor ao mambembe e ao artista genial de sempre.

 

– Alô Alaor, ligue o televisorrrr!!! Que vai começar mais um programa, da TV GRANDE RIO!

 

Gosto de inventar coisas que não passam pela cabeça de ninguém. Coisas como um disco telefônico sobre uma roupa de jóquei. Eu me visto de bailarina, anjo, palhaço, Napoleão ou Zorro.

– Para o Chacrinha não tem figurino, Seu Nicolino! Tudo cabe e tudo pode acontecer. E aconteceu na roda viva do tempo. As novidades vinham chegando, novas vozes mudaram o panorama da música popular brasileira. E eu captava tudo, foi assim com a Jovem Guarda:

 

-Vocês querem a cueca do Roberto Carlos?????

 

“…Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz…”- (Os Mutantes)

 

– Sou o pioneiro da loucura!

O papa da Tropicália. Com a minha visão e faro, percebi que eu já era um tropicalista antes mesmo de o movimento surgir. Juntando Iracema e Ipanema, guitarra elétrica e Vicente Celestino. Eu já sabia daquilo e assinei embaixo. “Alegria, Alegria!!!” Era um bordão que eu bolei e o Caetano aproveitando o lance, fez a canção.

 

– Alô, ê! Alô, ê!

 

“…Chacrinha continua balançando a pança

E buzinando a moça e comandando a massa

E continua dando as ordens no terreiro…”

 

Nos meus programas havia espaço, liberdade cênica e incomodava os conformistas e os conservadores. Viva a Tropicália, Superbacana, o Domingo no Parque e os Mutantes. Viva o Rock e A Seresta, o Coração de Luto e os discos voadores! O Brasil arcaico e o moderno! Viva as bananas ao vento e o iê-iê-iê, o colar africano e a roupa de plástico. O estampado indiano e o espelho na testa.

Viva a geleia geral brasileira! E aquele abraço pra quem fica…

Que eu vou em frente como o velho do pastoril pernambucano, fazendo pilhéria, buzinando a moça e comandando a massa na Buzina do Chacrinha. Viva a vaia, seu Maia! E o calouro que pisa atordoado atrás do microfone que mudava de lugar a todo instante, enquanto a chacrete, com seu colante cavadão faz um show sensual ao som do tema da Pantera Cor de Rosa. É demais!…

 

– Mas como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?

 

E eu repito Dona Maria: nem tudo na vida é poesia. Enquanto o Chacrinha dorme, o Abelardo perde o sono com o fantasma do Ibope! Eu não sabia nada sobre boletins, planilhas, índices de audiência das classes A,B,C,D e Z. Eu era uma zebra, ó inocente, mas como de bobo não tenho nada, meu camarada, finalllmente, finalllmente eu aprendi como funciona o negócio.

E é ai que entra Dona Florinda, a espiã que me amava. Ela espionava tudo para mim, enquanto eu me concentrava nos mais de dez programas que eu produzia por semana para a rádio e TV. Dona Florinda anotava, gravava, lia e me informava sobre tudo o que estava acontecendo pela mídia e de quebra criticava o Chacrinha quando o programa ia mal e elogiava quando tudo corria bem.

 

– Vocês querem abacaxi? Vocês querem o Orlando Silva? Ou a calcinha da Wanderleia?

 

Cheguei com a cara e a coragem, um mero desconhecido, quase sem dinheiro, e agora seu Zé? Tinha que me virar no Rio de Janeiro. Mas como dizia Dona Luzia, “tudo melhora um dia…”

E melhorou.

Isso é pouco? Eu não sou cachorro não!

Apenas criei uma grande confusão nas ondas do rádio e nos canais de televisão.

 

Comunicação pra mim é juntar, ligar e virar tudo de cabeça pra baixo. Mas rrreallmente, rrrealmente tudo começou no rádio. O tímido Abelardo Barbosa, de voz anasalada e péssima dicção, ganhou sua outra metade, o velho palhaço Chacrinha, graças ao Cassino, meu programa radiofônico que se irradiava de uma pequena Chácara, uma Chacrinha em Niterói. E que foi ganhando audiência em outros estados e até fora do Brasil.

 

-Eu disse do Brasil varonillll, ouviuuu!

 

No “Cassino da Chacrinha” éramos eu e um contra-regra. Ali eu criava o ambiente de um cassino imaginário, com roletas, fichas, música tocando, panelas, apitos, grã-finos chegando e artistas dando a pinta. Eu descrevia as roupas que estavam usando, tudo muito estapafúrdio e absurdo para a época. Até o cheiro dos perfumes que invadiam o cassino. O ouvinte via, sentia e sonhava nas noites quentes e frias quando o rádio unia as pessoas e quebrava as solidões noturnas.

“Não, não é sopa não, seu Antão!”

 

– Roda e avisa! Quem vai pro trono? É o abacaxi? É o bonitão? É o fanho? O gago? A perua? A dondoca? A patroa? A empregada? É a voz afinada ou a cana rachada?

Eu quero tudo na mais perfeita confusão, enquanto a plateia aplaude ou vaia o cachorro mais pulguento, a comerciária mais simpática, a criança mais bonita, todos do Brasil em seus poucos minutos de fama. E a Buzina é uma loucura, celebrando a vida, as datas e os eventos. Salve São Cosme e Damião! Salve o coelhinho da Páscoa! Salve o Sete de Setembro! O Dia dos Pais e das Mães! Salve você também, Seu Araquém!

 

– E Viva o Carnaval! Porque afinal, ninguém é de ferro!!

 

Estou a caminho de meu camarim e enquanto vou deixando o Chacrinha para trás…

– Que rei sou eu?

– O rei está nu, completamente nu, no programa que acaba quando termina…

 

Sou nordestino de Surubim. Trabalhei no armarinho do meu pai e na pensão da minha mãe em Recife. Fiz três anos de medicina e não segui. Viajei de navio para a Europa como baterista de Jazz e a Grande Guerra me trouxe de volta.

Vejo ainda brilhar a luz derradeira de minha querida Recife, onde tudo me inspirou.

E vou seguindo, ouvindo o belo frevo cantado por Alceu Valença…

 

“Roda, roda, roda e avisa

Que a alegria explodiu no ar

O velho guerreiro sorrindo

Subindo, subindo foi pro céu brincar

Roda, roda, roda que a vida

É um sonho que vai terminar

O bom palhaço não chora

E vai embora sem explicar (BIS)…” (Alceu Valença)

 

– Ô Maré!

 

Renato e Márcia Lage

Bem-vindo aos bastidores do Carnaval do Rio

Convidamos você para uma experiência inesquecível nos bastidores do carnaval do Rio de Janeiro, e para uma viagem no tempo nas ruas históricas da Pequena África, que escondem os segredos dessa festa!

O programa de turismo Carnaval Experience surge com a ideia de apresentar o universo das escolas de samba do Rio de Janeiro, mostrando os bastidores da criação do espetáculo e a história do nascimento do samba e do carnaval carioca.

Essa narrativa é contada pela Pimpolhos da Grande Rio, que em parceria com a sua "escola mãe", a Acadêmicos do Grande Rio, abrem as portas do universo lúdico do carnaval para o grande público se encantar com os personagens desse linda manifestação popular.

O Carnaval carioca é um dos maiores acontecimentos da cidade, e atrai pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo para experimentar essa paixão. No Rio, são mais de 90 Escolas de samba, das quais participam em média 100.000 componentes. São milhares de profissionais envolvidos, que trabalham durante todo ano para realizar esta festa: músicos, coreógrafos, dançarinos, artesãos, mestres do samba e produtores.

A Pimpolhos da Grande Rio é uma escola de samba mirim e um organização não-governamental que tem como missão promover a interação social e educar através da cultura do carnaval. O programa de turismo Carnaval Experience faz parte do pilar de sustentabilidade socioeconômica da instituição e nasce a partir de sua necessidade de diversificar sua fonte de recursos para garantir a continuidade de seus projetos socioculturais. O Carnaval Experience é um negócio social e contribui para na manutenção dos futuros carnavais.

reservas . +55 21 99931-7316 | +55 21 97953-4140
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carnavalexperience.com.br

local . Av. Rodrigues Alves 733, Fundos
Santo Cristo, Rio de Janeiro

Samba enredo 2018 GRANDE RIO