Conheça mais - Fabrício Machado

Aprendizado é a palavra que define o encontro que retrato hoje. O grande mestre e diretor de bateria Fabrício Machado reservou uma parte do seu tempo para poder contar um pouco de sua trajetória dentro da nossa tricolor Caxiense!

 

Sua vida carnavalesca começou desde muito jovem, herança que vem de berço, Já que é filho de duas grandes personalidades da história tricolor. Desde pequeno, acompanhava o seus pais nos ensaios, mas confessa: “Não era muito chegado!”. Já que não era o que queria na época, correu atrás do seu sonho, ser jogador de futebol, “Cheguei a morar em São Paulo, com a minha avó, mas esse mercado de futebol é muito difícil!”. Assim que voltou, em torno dos seus dez ou doze anos, começou a acompanhar o mundo da bateria mais intensamente, “meu pai era braço direito do mestre Odilon –Mestre de bateria da Grande Rio entre os anos de 1998 a 2009, ganhador de dois Estandartes de Ouro- e a minha mãe tocava tamborim, daí para frente foi inevitável!”.

 

 

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(Fabrício defendendo o time de futebol da Grande Rio!)

 

Até que houve uma viajem de apresentação para à cidade de Cabo Frio, interior do Rio de Janeiro, e a bateria sentiu a falta de um componente, foi no surdo de terceira que a oportunidade foi dada para o ainda menino! Na mesma apresentação, o mestre Odilon bateu o martelo, transformando-o em um integrando da equipe.

Se você lembra do nosso desfile de 2005, “Alimentar o Corpo e a Alma Faz Bem”, vai se recordar da bateria, coroada como a Estandarte de Ouro do ano. Pois bem, o integrante que chamava mais atenção, pela sua adiantada iniciação, encontrava-se ao meio, “Meus pais ficavam preocupados, eles na frente e eu, atrás. Mas brinco dizendo que tive diversos pais, até pela amizade com meu pai, todos me vigiavam!”, brinca ele!

Outra participação importante na sua vida foi ao lado de seu irmão, Victor Hugo Machado, a apresentação vitoriosa no programa "Pé No Futuro", projeto apresentado no programa Caldeirão do Hulk, Rede Globo!

 

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(Fabrício ao lado do seu pai, maior referencia, e do seu irmão!)

 

Falando sobre referências, entramos em uma passagem delicada em sua vida, uma perda na verdade. Em 2010, o ritmista e amigo Waguininho veio a falecer antes do desfile, marcando a vida do jovem.  “Estava voltando de uma apresentação em Minas Gerais, e o meu telefone tocou me comunicando, mas pediram para não contar a ninguém da vã. Foi horrível, chorei, não consegui comer. Quando chegamos na quadra, todos já sabiam, e comunicaram a noticia para todos que estavam comigo. Ali, eu desabei!”, comentou ainda de cabeça baixa.

Como todo bom mestre, o suporte veio pelo estreante na nossa casa, no ano de 2010, Ciça: “Lembro como se fosse hoje as suas palavras ao ver todos abalados: ‘toquem por ele, sorriam por ele, se divirtam por ele”, isso deu uma amenizada no clima!”.

 

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(Com Gabriel Pessoa, amigo que declara: "Eu converso muito com ele, como se fosse meu irmão"!)

 

Buscando sorriso, conversamos sobre o seu carnaval mais marcante, o que ele lembra ao fechar os olhos. Além de ser fã de todos que esteve presente, confessou que é o de 2011, “Y-Jurerê Mirim - A Encantadora Ilha das Bruxas (Um conto de Cascaes)”, por diversos motivos, mas a palavra que ele exclamou algumas vezes foi “Garra”. Para quem não sabe, a Grande Rio foi a principal afetada no incêndio que ocorreu na cidade do samba em 2011, as vésperas da apresentação, perdendo, praticamente, todo o seu desfile.  Um fato que marcou a memória de todos da agremiação pelo motivo que ele mesmo exclamou com toda firmeza, “garra”!

 

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(Imagem da bateria da Grande Rio em 2011)

 

Saber bater cabeça para seus mestres é um viés de sua personalidade que se nota nitidamente, ainda mais quando ele comenta: “Eu costumo dizer que sou muito privilegiado, pois tive o ensinamento de três grandes mestres. Com Odilon, aprendi o andamento; O Ciça me ensinou a arriscar; O Thiago Diogo, os detalhes e a técnica!”, conjunto que o tornou um grande conhecedor da área!

 

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(Fabrício a frente da bateria da Pimpolhos do Grande Rio)

 

Sua vida não tem “apenas” a escola mãe, Fafá tem passagem pela escola mirim também, aonde realiza um trabalho como mestre de bateria há seis anos. “Esse ano, me despeço, completei a idade limite, mas saio com muita honra, formei mais de 150 ritmistas. Hoje, deixo no meu lugar um jovem preparado para assumir ao lado de crianças que sabem tocar de fato, foram seis anos muito felizes!”, completa o assunto sobre a Pimpolhos do Grande Rio, agremiação que já ganhou diversos prêmios com a sua ajuda.

 

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(Fabrício a frente da bateria da Pimpolhos do Grande Rio)

 

Outro feito que o mestre Fabrício se orgulha é reger a bateria do campus de medicina da UFRJ, participando de competições entre universidades, convite que foi realizado por um médico passista da nossa casa, Marcelo Amorim. “Este ano, ganhamos como a melhor bateria, lá em Vassouras!”, diz com um orgulho profundo,  ainda completa, “O fato é tão importante que outros cursos e instituições abriram os olhos e deram uma atenção para uma bateria entre os alunos como forma de lazer”, mas, não engane-se com o mestre Fafá, ele pega no pé, mas é uma pessoa super do bem e querida, “Ah, é bom! Os alunos fazem até caravanas aos sábados para a quadra, A Grande Rio ganhou muitos torcedores nas faculdades por causa de mim!”.

Vai ter até um bloco pelos campus este ano, ideia do reitor!(risos)

Eu vou, claro!

 

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(Fabrício a frente da bateria da Vanguarda, do campus de medicina da UFRJ)

 

Chegando na reta final, porque ele já estava ficando atrasado para o seu compromisso, conversamos sobre o nosso próximo carnaval, “Ivete do rio ao Rio”. Ivete Sangalo estará conosco desfilando sobre a sua história como a segunda escola no domingo de carnaval, e o diretor de bateria Fabricio machado estará nesta procissão. “Pelos ensaios, pelo que vejo no barracão, a escola esta muito bonita, mas carnaval é feito na avenida... Devemos voltar nas campeãs”. Como um bom chato -que sou!-, o pressionei até tirá-lo um pouco do chão: “Se eu não fosse tão pé no chão, diria que estamos brigando pelas três primeiras posições!”, ainda acho está sendo pé no chão, não está, comunidade? (risos)!

 

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(Fabrício ao lado de Paloma Bernardi, atual rainha da invocada!)

 

Agora, falo diretamente com o profissional e um grande amigo que esteve comigo nesta tarde: Parabéns pelos grandes, médios e pequenos feitos que conseguiu realizar ao longo de sua carreira.

 

Mais uma vez, parabéns e obrigado!

 

 

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Samba enredo 2017 GRANDE RIO