Um ‘Grande Rio’ de amor no coração destas mães

As porta-bandeiras Verônica Lima e Jéssica Barreto falam do desafio de ser mãe em meio aos compromissos do carnaval.

Muitos dizem por aí que o samba é uma mãe. No entanto, o que podemos afirmar com toda certeza é que dentro do carnaval existem muitas mães dedicadas e sambistas. Mães apaixonadas por seus filhos e também por suas escolas de samba. Como é o caso das porta-bandeiras da Grande Rio, Verônica Lima e Jéssica Barreto. A primeira porta-bandeira da escola, Verônica, é mãe das gêmeas Maria Eduarda e Maria Vitória, que completarão doze anos no próximo mês de julho. Jéssica, a segunda porta-bandeira, é mãe do pequeno Guilherme, de dois anos de idade. As dançarinas e sambistas falam da emoção da maternidade e do desafio de conciliar a criação dos filhos com os inúmeros compromissos provenientes de seus trabalhos no carnaval carioca.

Jéssica Barreto, que chegou a desfilar grávida em 2014 sem saber, conta que imaginou que seria mais fácil encarar a função de mãe e porta-bandeira ao mesmo tempo, “No início achei que seria mais fácil conciliar a vida de mãe, esposa, dona de casa e porta-bandeira. Confesso que me iludi. Mas com o tempo fui conseguindo. Deus só nos dá uma missão que podemos cumprir. Graças a Deus meu filho é uma criança muito querida e amada por todos na escola. Meus amigos do samba adoram brincar com ele. Sempre que posso o levo aos ensaios e ele vibra com a bateria”, contou a segunda porta-bandeira. Jéssica ainda revela que o samba está presente no DNA do filho Guilherme, “Desfilei grávida, embora ainda não tivesse confirmado de fato a minha gravidez. A energia e a agitação do desfile contagiaram o Gui. Ele ama a alegria do carnaval e fica todo bobo ao me ver dançar”, concluiu.



Já para a primeira porta-bandeira Verônica Lima, os desafios e prazeres da maternidade vieram em dobro. Mãe de gêmeas, ela relembra a época do nascimento das filhas, “Tive minhas filhas quando eu tinha 25 anos. Ser mãe de gêmeos é uma luta, muito sufoco, mas depois que elas completaram uns quatro meses eu fui me acostumando”. Verônica conta que recebeu e recebe uma importante ajuda na criação de suas filhas, “Sempre tive a ajuda dos meus pais, pra conciliar a vida de sambista com a maternidade”. A primeira porta-bandeira também conta que não insiste na ideia das filhas tornarem-se porta-bandeiras, mas que as gêmeas Maria Eduarda e Maria Vitória já se empenham na causa social junto com a mãe, “Eu prefiro deixa-las escolher o que elas têm vontade de fazer, não pressiono para ser sambista não. Hoje, elas estão com onze anos e me ajudam auxiliando no meu projeto social de dança que acontece na quadra da Grande Rio”, disse Verônica Lima. Sobre a emoção de tornar-se mãe, a primeira porta-bandeira afirma ter recebido um presente divino, “A maternidade é a maior benção que Deus pode nos conceder. A maior e melhor emoção… É a certeza de um amor puro”, concluiu emocionada.

As duas mamães porta-bandeiras da Tricolor de Caxias são categóricas ao comentarem sobre o futuro das gerações da Grande Rio. Jéssica aposta na interação do amor vindo das tradições antigas com a jovialidade dos futuros componentes, “Estamos no caminho certo. Em breve, em um futuro bem próximo, vamos soltar o grito de ‘é campeão’. Os futuros componentes verão uma Grande Rio muito mais estruturada, pronta pra vencer, em uma mistura de amor de uma tradição antiga com o amor do novo componente”, afirmou Jéssica. Verônica Lima também se enche de esperança quando o assunto é o futuro da escola, “Quando comecei a frequentar a Grande Rio este lugar se tornou uma grande família. Tenho certeza que as futuras gerações também vão fazer parte desta família e continuarão defendendo este pavilhão com muito orgulho”, apostou a porta-bandeira Verônica.

A família Grande Rio parabeniza e deseja muita saúde a todas as mamães da Tricolor de Caxias e de todas as escolas coirmãs. Enquanto houver um coração materno no samba, o futuro do carnaval está garantido.

Fotos: Irapuã Jeferson



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